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Conta AWS Fora de Controle: Como Reduzimos o Custo Mensal de um Cliente em 38%

Conta da AWS crescendo mês a mês sem uma causa clara é um dos chamados mais comuns que recebemos. O time de infraestrutura sabe que o ambiente está mais caro, mas ninguém consegue apontar exatamente onde o dinheiro está vazando. Este post descreve o roteiro de diagnóstico que aplicamos em um cliente da Siltech que chegou até nós nessa situação, e como fechamos uma redução de 38% no custo mensal da conta AWS.


Contexto

O cliente identificou que a fatura da AWS vinha subindo de forma consistente, sem que houvesse um aumento proporcional de tráfego ou de carga de trabalho que justificasse o crescimento. Sem visibilidade clara de para onde o custo estava indo, a decisão foi trazer um diagnóstico técnico externo em vez de tentar cortar recursos "no escuro" — risco real quando não se sabe o que é seguro desligar.


Diagnóstico

O primeiro passo em qualquer investigação de custo AWS é parar de olhar só o total da fatura e quebrar o gasto por serviço, região e tag. Usamos o AWS Cost Explorer para segmentar o consumo por serviço e por período, comparando mês a mês para identificar quais linhas estavam crescendo de forma desproporcional em relação ao restante do ambiente.

Em paralelo, rodamos as verificações do AWS Trusted Advisor na categoria de otimização de custos, que sinaliza recursos ociosos ou subutilizados — como instâncias EC2 com baixa utilização de CPU, volumes EBS não anexados a nenhuma instância, Elastic IPs alocados mas não associados (que a AWS cobra por hora quando ficam ociosos) e load balancers sem tráfego.

Para as instâncias que realmente estavam em uso, usamos o AWS Compute Optimizer para comparar o tipo de instância provisionado com o padrão real de utilização de CPU e memória ao longo do tempo. É comum encontrar ambientes dimensionados para um pico que não se repete há meses, rodando no mesmo tamanho o tempo todo.

Por fim, revisamos armazenamento: volumes EBS antigos sem uso, snapshots acumulados sem política de retenção, e buckets S3 sem regra de ciclo de vida definida, mantendo em armazenamento de acesso frequente (Standard) dados que já não eram acessados havia meses e que fariam mais sentido em uma classe de armazenamento mais barata.


O que encontramos

O diagnóstico mostrou um padrão bastante comum em ambientes que crescem organicamente sem uma revisão periódica de custo: recursos provisionados para uma necessidade pontual que nunca foram desprovisionados, instâncias superdimensionadas desde o início e nunca reavaliadas, e ausência de política de ciclo de vida para dados frios em S3. Nenhum desses itens isoladamente parecia grave — o problema era a soma deles, acumulada ao longo do tempo.


Solução aplicada

Com o diagnóstico em mãos, priorizamos as ações por impacto e risco:

Rightsizing de instâncias com base nas recomendações do Compute Optimizer, começando pelas com maior folga entre capacidade provisionada e uso real.

Eliminação de recursos órfãos: volumes EBS não anexados, Elastic IPs não associados e snapshots sem política de retenção.

Aplicação de regras de ciclo de vida em S3 para mover automaticamente dados frios para classes de armazenamento mais baratas.

Revisão de recursos de ambientes não produtivos (homologação/teste) que ficavam ativos 24/7 sem necessidade.

Cada mudança foi validada com o time do cliente antes de aplicada, especialmente o rightsizing, para garantir que não afetaria performance em horários de pico.


Resultado

Com as ações aplicadas e acompanhadas ao longo dos ciclos de fatura seguintes, o cliente teve uma redução de 38% no custo mensal da conta AWS, mantendo o mesmo nível de serviço para as aplicações em produção.

O ponto central desse tipo de trabalho não é uma ação única e sim o hábito: sem uma rotina de revisão de custo (mensal ou trimestral, usando as mesmas ferramentas), o ambiente tende a voltar a acumular gordura com o tempo — cada novo recurso provisionado "temporariamente" que nunca é revisitado.

Sua conta da AWS, OCI ou Azure tá fora de controle ? nos chame para uma conversa: silverio@siltechconsult.com.br

 
 
 

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